Escolástica

Reflexo de um processo de unificação político e social da Europa Ocidental (Alemanha, França, Itália e Grã Bretanha), mas do que um conjunto de doutrinas, entendemos esse “movimento filosófico” como sendo o conhecimento de filosofia e teologia praticado nas escolas medievais, e por isso, o nome escolástico.

A escola que mais contribuiu para esse pensar, foi a Palatina, idealizada por Carlos Magno e confiada a Alcuíno de York em 781. Ele organizou a instrução escolar em três graus: 1. Leitura, escrita, noções elementares de latim vulgar, compreensão da Bíblia e textos litúrgicos; 2. Estudo das sete artes liberais (TRÍVIO: gramática, retórica e dialética; QUATRÍVIO: aritmética, geometria, astronomia e música); 3. Estudo aprofundado da Sagrada Escritura.

Podemos considerar que o movimento escolástico tinha por princípio a conexão da fé cristão com a razão. Para efeito de estudos podemos dividi-la em três fases:

I – período: séculos IX a XII : pregava-se nesse período a confiança absoluta que se poderia juntar a razão com a fé.
II – período: séculos XIII a XIV : nesse período começa os primeiros questionamento quanto a possiblidade de se unir fé e razão.
III – período: séculos XIV a XVI : a filosofia escolástica perde sua força e entra em decadência, pois começam a acreditar que as diferenças entre fé e razão são irreconciliáveis.

Bibliografia de referência:
STORIG, Hans Joachim – História Geral da Filosofia – Editora Vozes – 2008
REALE, Giovanni – ANTISERI, Dario – História da Filosofia – Volume 1 – Editora Paulus – 1990