Hegel

Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) nasceu em Stuttgart, seu pai um funcionário público lhe propiciou a possibilidade de se dedicar aos estudos humanistas, se apaixonando pelos clássicos gregos. Na universidade estudou filosofia e teologia, não demonstrando entusiasmo pelas ideias iluministas da época. Influenciado pela Revolução Francesa (1789) moldou seu espirito revolucionário, e ao invés de dedicar-se a uma carreira eclesiástica, optou por se tornar preceptor, dedicando se ao estudo da história política e econômica.

Com a morte do pai em 1799, se transferiu para Jena, passando a ser livre docente em sua universidade no ano de 1801. Em 1806 conclui sua grande obra – A fenomenologia do espírito – mas em função da guerra (Napoleão estava à margem da cidade), teve que se mudar para Nuremberg permanecendo até 1816 como diretor de um ginásio. Posteriormente transfere-se para Berlim permanecendo nessa cidade entre 1818 a 1831, ano de sua morte.

Podemos afirmar que um dos pontos chaves do seu pensamento é a oposição de se formular preliminarmente pontos básicos, ou seja, o pensamento filosófico deve ser iniciado sem o estabelecimento de suposições, pois estas mesmo que verdadeiras, poderiam estar falseadas no momento de sua análise. A estrutura do pensamento e a consciência são aspectos do espírito que por sua natureza são mutáveis. Como a realidade e o verdadeiro não são substâncias, mas espírito (pensamento), isso significa que a realidade é um processo, um movimento, uma atividade constante, cujo desenvolvimento se dá pela dialética.

“O espirito se autogera, gerando ao mesmo tempo a sua própria determinação e superando-a plenamente.” (HEGEL, A fenomenologia do espírito).

A seu ver, este movimento dialético não se dá apenas no processo filosófico do pensamento, mas também no processo histórico, ou seja, na realidade do indivíduo.

O movimento dialético possui três lados: a tese; a antítese; e a síntese, sendo diferenciado pelo seu processo especulativo.

Conforme citado no Livro da Filosofia (Globo), “na visão de Hegel, a síntese surge de um antagonismo da tese, a antítese, sendo que a própria síntese torna-se uma nova tese, que gera sua própria antítese, a qual finalmente dá à luz outra síntese. Nesse processo dialético, o espírito alcança um entendimento cada vez mais preciso sobre si mesmo, culminando, segundo a filosofia de Hegel, na compreensão completa.”

Dentre suas principais obras, citamos:

A Fenomenologia do espírito
Ciência da Lógica
Enciclopédia das ciências filosóficas
Filosofia do Direito
Bibliografia de referência:
STORIG, Hans Joachim – História Geral da Filosofia – Editora Vozes – 2008
REALE, Giovanni – ANTISERI, Dario – História da Filosofia – Volume 3 – Editora Paulus – 1990
O livro da Filosofia – Editora Globo – 2011