Hobbes

Thomas Hobbes, inglês, nascido no ano de 1588 em Malmesbury , e falecido em 1679, aprendeu muito cedo os idiomas Grego e Latim; concluiu seus estudos superiores em Oxford, e em 1608 tornou-se preceptor da Casa dos Cavendish (condes de Devonshire), tendo sido também preceptor de Carlos Stuart (posteriormente Carlos II) em 1646, quando este e sua família estavam vivendo no exilio em Paris.

Para que possamos entender sua importância, transcrevemos os comentários de Reale & Antiseri a seu respeito: “Contrário a Aristóteles e a filosofia escolástica, estava aberto as influências do método euclidiano, do racionalismo cartesiano, do utilitarismo de Bacon, e sobretudo da física de Galileu; mostrou a necessidade de fundar uma nova ciência do Estado, filosofia civil, exatamente sobre o modelo metodológico Galileano, distinguindo claramente entre filosofia e religião e escrituras. Em seu pensar, a verdadeira filosofia tem por objeto os corpos, suas causas e suas propriedades, e tudo aquilo que não é corpóreo (Deus, a fé, a revelação, a história) é excluído da filosofia. Para ele existem três tipos de “corpos” – naturais inanimados, naturais animados (como o homem), e artificiais (como o Estado), assim a filosofia deve tratar do corpo em geral; do homem; e do cidadão.”

Parte do seu entendimento, que o homem é egoísta, buscando a própria vantagem, motivo pelo qual, no estado natural, a consequência seria a existência de uma guerra de todos contra todos, motivo pelo qual, surge a necessidade da existência do Estado, como ente regulador das relações humanas, protegendo a paz, o direito de propriedade e um princípio moral elevado.
Em sua principal obra “O Leviatã”, apresenta o Estado como senhor absoluto, permitindo tudo aquilo que é justo, e proibindo o que é injusto. Vê o Estado como ser onipresente, absoluto e acima da própria lei, motivo pelo qual, é criticado posteriormente por suas posições absolutistas.

Para ele, a moralidade não é inata ao ser humano, sendo adquirida e estabelecida pelo convívio social, o que contraria a visão bíblica de uma perfeição do homem antes de sua queda e expulsão do paraíso. No final de sua vida, acabou sendo acusado de ateísmo e heresia.

Bibliografia de referência:
STORIG, Hans Joachim – História Geral da Filosofia – Editora Vozes – 2008
REALE, Giovanni – ANTISERI, Dario – História da Filosofia – Volume 2 – Editora Paulus – 1990