Kant

Immanuel Kant (1724-1804) nasceu e morreu em Konigsbert na Prússia, nunca tendo viajado para fora da cidade e seus arredores. Filho de uma família modesta de artesões, possuía um pensamento vívido, bem humorado e alegre, tendo sido um amado e estimulante professor para seus alunos. Possuidor de uma saúde frágil, era extremamente organizado e meticuloso, a ponto de se afirmar que os moradores da cidade marcavam suas horas pelo comportamento do filósofo.

Em 1769, seu pensamento crítico leva o que ele mesmo chama de “Revolução Copernicana”, superando o racionalismo e o empirismo da época. Assim como Copérnico transforma o pensamento de sua época a admitir que é a terra que gira em torno do sol, e não o contrário, Kant considera que não é o sujeito que se adequa ao objeto, mas o objeto que se adequa ao sujeito. Espaço e Tempo são os modos pelo quais, o indivíduo capta sensivelmente as coisas.

Estabelece a diferença entre conhecimento sensível – aquele que se refere a forma como capto o objeto; a forma como este se manifesta; e o conhecimento inteligível – aquele que se refere a como meu intelecto o capta.

Conforme citado no Livro da Filosofia (Globo) “Kant dividiu o conhecimento em intuições, adquiridas a partir da sensibilidade direta do mundo, e em conceitos que provêm indiretamente de nossa compreensão. Uma parte do conhecimento – tanto da sensibilidade quanto do entendimento – provém da evidência empírica, enquanto outra parte é conhecida a priori.”
Com sua crítica, concebe um novo pensar. Apesar de ser de difícil compreensão para o estudante comum, é um filósofo que marca e transforma todo o pensamento filosófico europeu.

Dentre suas principais obras, citamos:

- História geral da natureza e teoria do céu, ou ensaio sobre a constituição e a origem mecânica do universo em sua totalidade, de acordo com os princípios de Newton (1755);
- Monadologia física (1756);
- Sonhos de um visionário esclarecidos pelos sonhos da metafísica (1766);
- Dissertação sobre a forma e os princípios do mundo sensível e do mundo inteligível (1770);
- Sobre as diferentes raças humanas (1775);
- Crítica da razão pura (1781);
- Prolegômenos a toda futura metafísica que se apresentar como ciência (1783);
- Ideias sobre a história universal sob o ponto de vista cosmopolita (1784);
- Fundamentação da metafisica dos costumes (1785);
- Crítica da razão prática (1788);
- Crítica do juízo (1790);
- A religião nos limites da simples razão (1793);
- Sobre a paz perpétua. Um projeto filosófico (1795);
- A metafisica dos costumes em duas partes (1797);
- A disputa das faculdades (1898).

Bibliografia de referência:
STORIG, Hans Joachim – História Geral da Filosofia – Editora Vozes – 2008
REALE, Giovanni – ANTISERI, Dario – História da Filosofia – Volume 2 – Editora Paulus – 1990
O livro da Filosofia – Editora Globo – 2011