Pascal

Blaise Pascal, nasceu em Clermont (França) em 1623 demonstrando desde cedo sua genialidade. Inclinado ao estudo das ciências e da matemática, inventou a primeira calculadora aos 18 anos. Com a doença do pai em 1646, os médicos que o tratavam, fizeram Pascal e sua família entrar em contato com a religião, fato este conhecido como sua “primeira conversão”. Em 1651 seu pai falece, e no ano seguinte sua irmã entra para um convento. Em 1652 por ocasião em que faz uma viagem a Luxemburgo para apresentar sua calculadora, acaba retornando a sua vida mundana, permanecendo assim até a chamada “segunda conversão ocorrida em 1654.

Em 1656 entra em defesa dos Jansenistas (doutrina religiosa inspirada nos pensamentos de Cornelius Otto Jansenius -Bispo de Ypres- divulgada principalmente na França e Bélgica, possuía caráter religioso, moral e político, sendo posteriormente considerada herética pelo papa Alexandre VII), nunca mais se afastando do cristianismo e divulgando através de sua obra “Pensamentos”, uma série de ideias de defesa a religião cristã. Faleceu em 1662, aos trinta e nove anos.

Pascal traça uma clara separação entre as ciências empíricas e a teologia, afirmando que nas ciências, a autoridade de quem fala não é importante, mas sim o raciocínio e a experiência, alcançando as verdades humanas de forma progressiva, ao contrário da teologia, onde a autoridade é legítima e necessária, tratando-se de uma verdade eterna e imutável.
Considera os homens impotentes para compreender de forma completa a ciência, sendo impossível estabelecer um método científico perfeito e completo, porém aceita a aplicação do “método da geometria” (esprit de géométrie) para definir verdades não evidentes.

Trata-se da arte de persuadir com a utilização de três regras gerais:
1. Definições claras de todos os termos que nos servimos;
2. Axiomas evidentes postos como fundamento de demonstração;
3. Demonstrações em que os termos definidos devem sempre ser mentalmente substituídos pelas definições.

Dentro de sua forma de pensar, para se conhecer o homem, além de se ter o “esprit de géométrie”, se faz necessário também possuir um espirito intuitivo (esprit de finesse), que requer uma mente vigilante e atenta, livre dos desejos e das paixões.
São suas principais obras:
Tratado das Cônicas
Discurso sobre as paixões do amor
Memorial
Pensamentos
Provinciais

Bibliografia de referência:
STORIG, Hans Joachim – História Geral da Filosofia – Editora Vozes – 2008
REALE, Giovanni – ANTISERI, Dario – História da Filosofia – Volume 2 – Editora Paulus – 1990