Sofistas

Para melhor entendermos este termo, temos que transcrever Reale & Antiseri ”Sofista é o termo que significa Sábio, especialista do Saber. A acepção do termo , que em si é positiva, tornou-se porém, negativa, sobretudo pela tomada de posição fortemente polêmica de Platão e Aristóteles. Eles sustentaram que o saber dos Sofistas era aparente e não efetivo, e que não era professado tendo em vista a busca desinteressada da verdade, mas sim com objetivos de lucro.”

É importante ressaltar que os Sofistas tiveram um papel importante dentro do pensamento filosófico, pois eles deslocaram a discussão filosófica que estava centrada na Physis e no Cosmos (vide os pré-socráticos) para o homem. A partir de agora, toda a discussão está focada no homem e no seu papel dentro da sociedade e do mundo.

São os Sofistas que levam à discussão principal, a educação. Para tanto, para desprezo de Platão e Sócrates, eles cobravam por seus serviços, e portanto, somente teria acesso a essa “educação”, aqueles que tivessem condições econômicas de fazê-lo. Não constituíram uma escola homogênea, mas podemos citar dois com personagens centrais desse movimento, e que foram citados textualmente por seus predecessores – Protágoras e Górgias.

Protágoras – viveu entre 480 e 410 A.C em Abdera. Percorreu toda a Grécia ,e foi um dos primeiros a ensinar a arte no comércio e na política. Seu pensamento mais famoso é “O homem é a medida de todas as coisas, daquelas que são por aquilo que são e daquelas que não são por aquilo que não são. (homo mensura). O relativismo é um ponto importante do pensamento.

Górgias – nascido entre 485/480 A.C em Leontinos na Sicília, sua mais importante obra se chama “Sobre a natureza ou sobre o não ser”. Ao contrário de Protágoras que se baseia no relativismo, Górgias se fundamenta no niilismo. Suas três teses são: 1) O ser não existe, ou seja, existe o nada. 2) se o Ser existisse, ele não poderia ser cognoscível. 3 ) ainda que fosse pensável, o Ser permaneceria inexprimível.

Os sofistas destruíram a velha imagem de homem, própria da poesia e da tradição pré-filosófica, mas não souberam reconstruir uma nova imagem. As bases do mito estão ruindo, e o Homem está passando a ser protagonista de sua própria existência.

Bibliografia de referência:
STORIG, Hans Joachim – História Geral da Filosofia – Editora Vozes – 2008
REALE, Giovanni – ANTISERI, Dario – História da Filosofia – Volume 1 – Editora Paulus – 1990