Tomás de Aquino

Nasceu em 1225 em Roccasecca na cidade de Aquino na Itália. Italiano por parte de pai, Landolfo – conde de Aquino, e normando por parte de mãe – Teodora, aos cinco anos foi confiado aos beneditinos da abadia de Monte Cassino para ser educado.

Fortemente influenciado pelo pensamento de Aristóteles, podemos inferir que Aquino “sintetizou” o cristianismo com a filosofia aristotélica, pegando algumas partes e criando um pensamento homogênico.

O ápice de seu pensamento foi em Paris entre os anos 1269 e 1272, tendo produzido em sua vida um número imenso de obras, entre livros e escritos.

Em Storig temos a seguinte categorização de suas obras:

1. Aristóteles, Comentários; total de 12 obras de esclarecimento sobre o pensamento de Aristóteles
2. Pequenos escritos filosóficos; podemos destacar o escrito “Sobre a unidade do intelecto contra os averroístas” debate contra as ideias de Averróis defendida por Siger de Brabante. O tema do debate é sobre a eternidade ou não do mundo.
3. Compêndios religiosos: temos ai dois dos mais importantes trabalhos: O Comentário dos Livros das Sentenças de Pedro Lombardo, e a Suma Teológica.
4. As questões; vários textos com diálogos polêmicos sobre disputas teológicas
5. Pequenos escritos sobre a dogmática cristã: total de 12 títulos
6. Obras apologéticas: ou seja, em defesa da fé cristã: Suma contra os gentios (obra contra os árabes); Da Justificativa da fé contra os Sarracenos, Gregos e Armênios; Contra o equívoco dos gregos.
7. Escritos sobre filosofia do direito, filosofia política e filosofia social. Um total de seis títulos, entre eles Do governo dos príncipes e um escrito sobre o tratamento dos judeus.
8. Escritos sobre a natureza da Ordem e o regulamento da Ordem : (Ordem dos Dominicanos)
9. Escritos exegéticos sobre a interpretação das Sagradas Escrituras

Dentro das várias discussões emblemáticas feitas por São Tomás de Aquino, temos a formulação racional sobre a existência de Deus, baseada em cinco provas a posteriori, cinco argumentos lógicos e racionais:

a) Primeiro motor imóvel – utilizando dos argumentos apresentados por Aristóteles em seu livro – metafísica – o movimento é a passagem da potência para o ato. É impossível imaginar uma cadeia infinita de motores, sem ter um inicio. Portanto, deve haver um primeiro motor – motor imóvel que deu inicio a tudo o mais, e que por ninguém foi movido. A este ser, chamamos Deus.

b) Causa primeira – parte do entendimento da relação de causa e efeito. Similar ao ponto exposto anteriormente, deve existir uma causa que não ocorreu em conseqüência de nenhuma outra. A isto chamamos de Causa Primeira ou Causa Eficiente. A este causa, damos o nome de Deus.

c) Contingência – as coisas podem existir ou não (contingentes ou não contingentes), mas aquilo que existe ou não existe, em algum tempo não existiu. Como é impossível que aquilo que não existe, passe a existir, a não ser se provocado por algo que já exista. A este algo anterior a existência, necessário para que existam as coisas, se chama Deus.

d) Graus de Perfeição – existe no universo seres mais e menos perfeitos, havendo uma hierarquia quanto ao seu grau de perfeição. Se existe esta graduação, é porque podemos ter um padrão máximo de perfeição. A este padrão damos o nome de Deus.

e) Finalismo ou Inteligência Ordenadora – existe um fim (determinação) para todas as coisas; existe uma ordem estabelecida (senão teríamos o caos). Este determinismo, esta ordem não pode ser estabelecida ao acaso, portanto há de existir algo superior que estabeleceu esta ordem. A isto damos o nome de Deus.

Bibliografia de referência:
STORIG, Hans Joachim – História Geral da Filosofia – Editora Vozes – 2008
REALE, Giovanni – ANTISERI, Dario – História da Filosofia – Volume 1 – Editora Paulus – 1990